sábado, 23 de junho de 2012
sábado, 9 de junho de 2012
Hoje
“Oh! Laure,
que tombo dos meus dias de glória!”. Honoré de Balzac
Minha filha comentou outro dia que sua filhinha de 04 anos já pronuncia as palavras corretamente, portanto não dizia mais nada engraçado para ser colocado no blog "Pietra, você é meu sol".
Hoje, Pietra não
parava de importunar minha filha que conversava comigo ao celular. O aparelho
estava escondido em seu bolso, pois tinha as mãos ocupadas segurando a minha outra netinha Yasmin, recém-nascida. E estava usando fone
de ouvido. Desse modo a menina não via o celular. Ela queria falar, falar,
blá,blá,blá... Levou uma advertência da mãe. “Fique quieta, não vê que estou
falando com sua avó!”. A danadinha respondeu prontamente: “Cadê minha avó?”. Nós
duas rimos.
PalasAthena, 08.06.2012.
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Tiffany
Quando criança jamais
tive um cachorro. Mas o nosso coração pode nos pregar uma peça. Muita vez não
sabemos quem realmente somos até que uma circunstância fortuita vem nos apontar
outra maneira de direcionar os nossos pensamentos e mudar de atitude. Repentinamente,
a luz amorosa de um olhar atravessou o meu coração e a minha vida se encheu de
gracejos, de cantigas, de cuidados. Gritinhos alegres, a própria felicidade em
revoltas nuvens de painas a correr pela casa, roçando de leve o piso como
algodões esvoaçantes.
Quando pequena vinha me
acordar todas as manhãs. Hoje em dia tornou-se uma lady cheia de vontades.
Aprendeu a se comportar. Ouve música, poesia no maior silêncio. Nossa amizade
completou 08 anos neste ano, 2012.
Tiffany, amiga e companheira que ficou comigo depois que o ninho ficou vazio . Vigilantes
olhinhos de siri sobre o veludo bege
do nosso edredom.
Palas Athena,
22.01.2012
domingo, 18 de março de 2012
Tempo e Coração
A previsão do meu tempo
ficará ao sabor dos acontecimentos. Trago no peito um lado obscurecido pelo
mormaço. A minha meteorologia apresenta num ano, dias de tempo chuvoso, alguns
de muito sol. Mormente, se procurarem em mim algumas tardes alegres nem sempre
vão encontrar. Haverá pores-do-sol?
Existem sim, algumas manhãs alvissareiras onde escuto o canto do
canarinho comemorando a vida. Todo dia ele faz a sua parte. Revoluteia dentro
da gaiolinha, olhinhos buliçosos e encantadores. Preso, solta a alma alada no
seu canto feliz que esvoaça bendizendo a natureza, roçagando de leve o meu
coração.
Texto escrito em 21.06.2006, quando Joãozinho chegou. O quintal sem a presença dele perdeu a alma.
PalasAthena, 13 de março de 201
segunda-feira, 5 de março de 2012
Vendaval
Dentro do meu peito, os
ventos sopram em rajadas roucas e sibilantes.
Sou um vendaval de paixões. Apaixonada
pelos dias cheios de
brilho e pelas noites enluaradas da minha
terra, pelas estrelas
acenando na abundância de nosso céu,
pelas flores e pelos
animais, sobretudo pela hospitalidade divina.
Anuncio em alto e bom tom
para não iludir as expectativas de
ninguém: Não me entrego
fácil, mudo de proceder, ponho de
lado as angústias, solto
minhas poesias ao vento, invento,
transformo, vivo e
procuro ser feliz. Mas sem intenção de
esconder a humildade
que considero lição essencial no
aprendizado da vida.
PalasAthena, 05 de março de 2012.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Meu sentir
Há dias
em que meu coração é um voejar cantante que se estende por intermináveis
vergéis floridos;
Vez por outra, é um sacolejar de pedras numa carroça que segue lenta e preguiçosa por
um caminho de pó;
Muita vez, meu coração é um dobre constante de sinos desritmados.
De vez em vez, um mar esparramado em calmaria...
Repentinamente... maré cheia, as águas erguendo-se novamente em altivas e desenfreadas ondas.
Fluindo e refluindo num entrechocar-se de alvadia espumarada.
Um mar picado sob um céu empalecido.
De quando em quando, o meu coração é um céu sereno.
É somente coração.
Vez por outra, é um sacolejar de pedras numa carroça que segue lenta e preguiçosa por
um caminho de pó;
Muita vez, meu coração é um dobre constante de sinos desritmados.
De vez em vez, um mar esparramado em calmaria...
Repentinamente... maré cheia, as águas erguendo-se novamente em altivas e desenfreadas ondas.
Fluindo e refluindo num entrechocar-se de alvadia espumarada.
Um mar picado sob um céu empalecido.
De quando em quando, o meu coração é um céu sereno.
É somente coração.
PalasAthena
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Ópera da Morte
Vi uma expressão de
compungida tristeza naqueles olhos que eu amo. Trazia um desolado e úmido
brilho, um ar desconsolado e inquisidor, frente ao qual não elevei o meu olhar
por que não teria resposta para as questões sobre a morte que a mim foram
direcionadas. Pensei nesse carrasco que nos separa das pessoas a quem amamos.
Por outro lado, ela pode aliviar um sofrimento doloroso e incurável quando
abrevia a vida de quem já muito padece. A ópera da morte, é assim que me
refiro à ela, aguarda a todos com
impaciência, com seu canto lúgubre. Entra-nos constantemente o medo no coração,
como uma brasa inextinguível a nos queimar. Afundados na noite, somos lutadores
na inquietante guerra contra algo que nos tira o sono todas as madrugadas.
Lutamos contra a estressante insônia.
Vencido o combate numa noite, logo teremos que combatê-lo na noite seguinte.
PalasAthena, texto escrito em 07.08.2007
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Verão de água doce
Há por todo o lado
vibrantes frêmitos de alegria. Aqui e além espreitam olhares e sorrisos
intensos, vivos, num vozerio espalhado pelo deck da piscina, iluminado de sol e
calor. Uma vertigem de pessoas inebriadas por todas as seduções que o verão
pode oferecer, um ir e vir de bebidas e salgadinhos, um vapor de perfumes de
bloqueadores solares e a embriaguez das imaginações meio enlouquecidas pela
iminência do carnaval.
Palas Athena, 18.02.2012
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