sábado, 5 de maio de 2012

Mamãe

Alguns versinhos despretensiosos para as mães:



Mãe, tu és a minha estrela,
a mais bela do universo
Não consigo descrevê-la
nem nas linhas do meu verso.


Mamãe, agora já lenta,
com seus passinhos no solo...
Já foste a mãe que amamenta
o seu filhinho no colo.            

                     


                           PalasAthena

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Trovinha da PalasAthena







Meu espírito impoluto,
Não me deixes sofrer tanto! 
Quero sorrir, mas eu luto
Contra um bruxo em cada canto!






                                              trovinha escrita em novembro de 2007


                                PalasAthena, 04 de maio de 2012.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Tiffany







Quando criança jamais tive um cachorro. Mas o nosso coração pode nos pregar uma peça. Muita vez não sabemos quem realmente somos até que uma circunstância fortuita vem nos apontar outra maneira de direcionar os nossos pensamentos e mudar de atitude. Repentinamente, a luz amorosa de um olhar atravessou o meu coração e a minha vida se encheu de gracejos, de cantigas, de cuidados. Gritinhos alegres, a própria felicidade em revoltas nuvens de painas a correr pela casa, roçando de leve o piso como algodões esvoaçantes.
Quando pequena vinha me acordar todas as manhãs. Hoje em dia tornou-se uma lady cheia de vontades. Aprendeu a se comportar. Ouve música, poesia no maior silêncio. Nossa amizade completou 08 anos neste ano, 2012.
Tiffany, amiga e  companheira que ficou comigo depois que o ninho ficou vazio . Vigilantes olhinhos de siri sobre o veludo bege 
do nosso edredom.

Palas Athena, 22.01.2012




domingo, 18 de março de 2012

Tempo e Coração




A previsão do meu tempo ficará ao sabor dos acontecimentos. Trago no peito um lado obscurecido pelo mormaço. A minha meteorologia apresenta num ano, dias de tempo chuvoso, alguns de muito sol. Mormente, se procurarem em mim algumas tardes alegres nem sempre vão encontrar. Haverá pores-do-sol?  Existem sim, algumas manhãs alvissareiras onde escuto o canto do canarinho comemorando a vida. Todo dia ele faz a sua parte. Revoluteia dentro da gaiolinha, olhinhos buliçosos e encantadores. Preso, solta a alma alada no seu canto feliz que esvoaça bendizendo a natureza, roçagando de leve o meu coração.

  Texto escrito em 21.06.2006, quando Joãozinho chegou.  O quintal sem a presença dele perdeu a alma.
           
                  PalasAthena, 13 de março de 201

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vendaval





Dentro do meu peito, os ventos sopram em rajadas roucas e sibilantes. Sou um vendaval de paixões. Apaixonada
pelos dias cheios de brilho e pelas noites enluaradas da minha
terra, pelas estrelas acenando na abundância de nosso céu,
pelas flores e pelos animais, sobretudo pela hospitalidade divina.
Anuncio em alto e bom tom para não iludir as expectativas de
ninguém: Não me entrego fácil, mudo de proceder, ponho de
lado as angústias, solto minhas poesias ao vento, invento,
transformo, vivo e procuro ser feliz. Mas sem intenção de
esconder a humildade que considero lição essencial no
aprendizado da vida.

         PalasAthena, 05 de março de 2012.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Meu sentir





Há dias em que meu coração é um voejar cantante que se estende por intermináveis vergéis floridos;

Vez por outra, é um sacolejar de pedras numa carroça que segue lenta e preguiçosa por
um caminho de pó;

Muita vez, meu coração é um dobre constante de sinos desritmados.

De vez em vez, um mar esparramado em calmaria...

Repentinamente... maré cheia, as águas erguendo-se novamente em altivas e desenfreadas ondas.

Fluindo e refluindo num entrechocar-se de alvadia espumarada.

Um mar picado sob um céu empalecido.

De quando em quando, o meu coração é um céu sereno.

É somente coração. 


PalasAthena

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Ópera da Morte





Vi uma expressão de compungida tristeza naqueles olhos que eu amo. Trazia um desolado e úmido brilho, um ar desconsolado e inquisidor, frente ao qual não elevei o meu olhar por que não teria resposta para as questões sobre a morte que a mim foram direcionadas. Pensei nesse carrasco que nos separa das pessoas a quem amamos. Por outro lado, ela pode aliviar um sofrimento doloroso e incurável quando abrevia a vida de quem já muito padece. A ópera da morte, é assim que me refiro  à ela, aguarda a todos com impaciência, com seu canto lúgubre. Entra-nos constantemente o medo no coração, como uma brasa inextinguível a nos queimar. Afundados na noite, somos lutadores na inquietante guerra contra algo que nos tira o sono todas as madrugadas. Lutamos contra  a estressante insônia. Vencido o combate numa noite, logo teremos que combatê-lo na noite seguinte.

PalasAthena, texto escrito em   07.08.2007

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Verão de água doce





Há por todo o lado vibrantes frêmitos de alegria. Aqui e além espreitam olhares e sorrisos intensos, vivos, num vozerio espalhado pelo deck da piscina, iluminado de sol e calor. Uma vertigem de pessoas inebriadas por todas as seduções que o verão pode oferecer, um ir e vir de bebidas e salgadinhos, um vapor de perfumes de bloqueadores solares e a embriaguez das imaginações meio enlouquecidas pela iminência do carnaval.


Palas Athena, 18.02.2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Um jeito de dizer as coisas




Tenho que encontrar sempre  um caminho, uma vereda, um escape, um modo especial de contar tudo sem revelar muito do que está escondido nas sendas do meu coração.
Ouço o murmúrio da chuva em pingos retumbantes . A natureza embriagou-se  novamente de nuvens brancas nada amigáveis. Tudo acontecendo nesta desar
razoada segunda feira. Estou no limiar de minha paciência olhando esse tempo circunspecto.
Onde está o esplendor do sol?

                                                   PalasAthena, 13.02.2012
  

Visão Poética





Entre as verdes águas e o céu azul, os meus problemas nem sequer
existem. Entretanto a felicidade, por vezes, é apenas uma ideia longínqua, uma nuvem levada
pela poeira do vento, uma recordação. Distancia-se de nós, torna-se uma linha delgada e
distante. Como seria bom se a minha alma descobrisse todos os segredos do mundo para
evitar as andanças pelos campos de batalha.  Uma vontade de voltar para a tagarelice das
ondas  que me compreendem tão bem!


Palas Athena, 12.02.2012