sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Aceitação
Palasathenaanamariajorio, escrito em
19.08.2013.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
FUGA
Fujo para o espaço em branco da minha alma. Recosto-me,acomodo-me em vãos
pensamentos Espaço sideral dentro de mim, revoada de pássaros. Cores no meu jardim.
Não há lugar para desconcertos.
Felicidade inventada esse passeio de olhos bem distantes da realidade.
"A vida pode às vezes raiar numa verdade extraordinária ", como disse Guimarães Rosa.
Palasathenaanamariajorio, 09.01.2015.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
De volta à primavera
O verão desperta desejos, desencadeia paixões, põe cores cambiantes nas
almas e nos lábios de todos nós. O tempo segue gotejando como um velho chafariz
que não para nunca, e um dia quando percebemos já é inverno outra vez. Vamos
seguindo com nossas pequenas alegrias, nossas misérias cotidianas, amalgamadas
e ao mesmo tempo separadas para nos chamar à razão. Somos despertados a cada
manhã ao sabor da realidade. Por vezes, nem queremos sair da cama. É o nosso
coração que conduz a carga mais preciosa, quem nos avisa da hora de recomeçar
todos os dias. O amor sabe ser paciente, silencioso, abnegado, mas também nos
concede avisos, ordens, trabalhos a cumprir. Como é a chegada da primavera, as
manhãs vão adquirindo viço a cada dia que passa.
Palasathenaanamariajorio, 24 de
setembro de 2014.
domingo, 14 de setembro de 2014
terça-feira, 9 de setembro de 2014
A caixa de Pandora do futuro
O futuro nos aguarda na soleira, no vão da porta do destino. Ele é uma
caixa de Pandora com mistérios, curiosidades, coisas grandes e pequenas,
todavia não será apenas malévolo, nos reservará surpresas agradáveis certamente.
Não podemos desvendá-lo. Nada é simples ou fácil o bastante para ser
desprezado. Se não podemos compreender tudo, o tempo nos ensinará a ter
paciência. O nosso instinto nos sopra isso nos ouvidos.
Palasathenaanamariajorio, 09.09.2014.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
As variantes insondáveis de um SER
Existem pessoas comuns, delas o mundo está povoado. Porém existem pessoas raras, criaturas mágicas e misteriosas, iluminadas por um sol particular. Irradiam um brilho, um encanto, um bem querer por onde vão. Elas nasceram de um céu estrelejado, de uma lira, de uma melodia, amam poesia uma vez que já são poesia. São iguais a uma paleta de cores indecifráveis, cambiantes, enigmáticas e coloridas feito aquarela. Elas são doces, densas—gemas preciosas, poços muito fundos, carregam silêncios profundos de segredos, falam menos e observam mais, Possuem a alma bondosa, trazem certeza na voz e afastam de si o inóspito e o amargo. Delas emanam uma vibração, uma energia. Por vezes, chegam a ser quase irreais. Elas são parecidas com a alegria de uma festa. Gostam de passear ao extremo, são comunicativas, se lançam na vida, na arte, no mundo. Recolhem-se quando se faz necessário, para logo em seguida anunciar sua volta benfazeja por todo o lado que passar. Para nossa tristeza, essas preciosidades quase não existem, não se encontram facilmente em parte alguma e são difíceis de serem vistas ou encontradas.
Palasathenaanamariajorio,
08.10.2014.
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Retumba em mim
Aonde quer
que eu vá...
Acompanha-me
um coração apertado em inquietantes angústias
Um mar
encapelado dentro de mim
Receosa de
pisar num chão retalhado de armadilhas, meu coração
Flui e
reflui em marés de um oceano atormentado pelo constante choque das ondas
escarninhas
Sempre raia
uma luz entre as nuvens da minha inconstância
Adormeço e
volvo os olhos esgazeados para de súbito acordar, de um modo esbaforido em meio
ao estrepitoso mar que retumba em mim.
PalasAthenaanamariajorio, 11.02.2006
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Pindamonhangaba
Manhãs da
minha terra abençoada,
Céu azul,
horizonte purpurino...
Na torre da
Matriz repicam sinos.
Há luz desde
a mais tenra madrugada.
E, bordando
os meus sonhos de criança,
Este sol de
uma eterna primavera
Embebedado em
luz fulgente e bela
Lançando-me
sorrisos de esperança!
Nos
crepúsculos tintos de dourado,
Pelas tardes
de outono, em doce enleio,
Cismando e
sonhando nos devaneios,
Passeiam a
sorrir os namorados.
No leito, o
Paraíba enlanguescido
Desfruta pela
noite, embriagado,
Do mágico
luar de apaixonados
Sob a sombra
do Bosque adormecido.
Minha cidade,
tribo, aldeia, taba
Chão bendito,
seara venturosa,
Que devolve
em colheita generosa
O que planto
em ti, Pindamonhangaba!
Meu lar, meu
paraíso, meu remanso,
Refúgio para
todos meus cansaços,
Meus amores,
meus mais felizes passos,
Destino do
meu mais certo descanso.
Palasathenaanamariajorio, abril de 2006.
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