quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vento que sopra








  Caminho pelas ruas da cidade com atenção famélica sobre o mundo. Um céu de algodão doce, vento do mês de agosto, hora do crepúsculo. Em breve virá  a noite, a amiga de todos os que necessitam de um agasalho de sombra para compensar os dissabores da realidade do dia. Por vezes lutamos e matamos ferozes leões em determinadas situações, são as asperezas da vida, as trincheiras cavadas por nós no meio da guerra em que nos encontramos. A noite é um pouco santa, o sono tem sua doçura infinita. Tenho um indefesso coração quando se trata de procurar a felicidade. Hoje senti o vento soprando a vida. E agora que a noite chegou, deixemos o sonho soprar em nós o vento da felicidade.



                                    07.08.2013 Palas Athena_Aj

terça-feira, 25 de junho de 2013

Paulo Tarcizio: Tabebuia

Paulo Tarcizio: Tabebuia: Quem me obrigou à pesada burca verde no verão chuvoso? Quem, no outono farfalhante, mandou que eu me vestisse de sépia? Quem,...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O acaso



Quando o acaso promoveu o encontro da minha confusa alma, retemperada pelo sol da manhã, com aqueles olhos de mariposa, confesso que teria perdido meu pitoresco passeio ensaiado por um bom tempo. Meus esforços para desempenhar papel de gente educada quase se perderam. Então, pensei nos piores momentos que o orgulho pode proporcionar ao nosso espírito e sorri com a ideia de não pensar em mais nada, deixar-me seduzir pelo calor da natureza envolvente daquele lindo dia!
A mariposa se queima na chama.


Palasathenaanamariajório
Texto escrito em 23.11.2011.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nas asas do Condor





Aqui um trechinho do poema O livro e a América de Castro Alves , só para matar a saudade do que é muito bom. E eu que não me canso de seguir à risca o que está dito nessas aconselháveis e verdadeiras palavras, aproveito para homenagear o grande poeta, nascido a 14.03.1847 na Bahia, também fã de  Victor Hugo que  já arrebatou minha alma com os “Trabalhadores do Mar”. Continuarei  com minhas leituras, meus êxtases de lirismo advindos desses caminhos de sabedoria.


Por isso na impaciência 
Desta sede de saber, 
Como as aves do deserto 
As almas buscam beber... 
Oh! Bendito o que semeia 
Livros... livros à mão cheia... 
E manda o povo pensar! 
O livro caindo n'alma 
É germe — que faz a palma, 
É chuva __que faz o mar.



                             PalasAthenaanamariajorio, 08.03.2013.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval in seguro






Marquei com minha filha de irmos todos ao clube com as crianças fantasiadas neste Carnaval. O meu marido marcou com a seguradora de virem em três dias realizar a vistoria para o seguro em nosso carro. Aguardamos em vão. A seguradora não mandou ninguém. Estava agendado, temos o número do protocolo, mas... No sábado, o meu marido tentou um contato, mas Ah! Que piada! Certamente a Caixa Econômica Federal e Grupo Seguros Caixa estão pensando: “Nós estamos de feriadão, ninguém é de ferro!”.  Mais ou menos assim: “Se vira, velho, não deu, vão se ferrar! Fiquem aí tentando o 0800 inutilmente...”
Eu e o Paulo nos “ferramos”. Perdemos de ir ao clube com nossos netinhos, também não deu para sair a pé neste Carnaval, é meio conturbado, tenho medo de ladrões, afinal é tão fácil achar um drogado de crack ( já me deparei com um, me xingando e roubando), pois é, eu e o Paulo cancelamos os nossos humildes, mas honrados programas. Sem netinhos, sem piscina, sem praia, só me restou chorar de tristeza. Meus olhos estão inchados, mas mesmo assim ainda estou chorando... Não quis conversar com ninguém desde ontem, sinto que isso é uma injustiça.
 11.02.2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Perdão






Aquele que guarda na alma
O amor e sempre se doa,
É mais cristão, pois na calma
É feliz porque perdoa!


Trova de Palasathenaaj


11.01.2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

Recomeço






Todo ano é um recomeço
poder sonhar novamente!
Só colhe quem tem apreço
por cultivar a semente.

           trova de PalasAthenaAnamariajorio
                         janeiro de 2009

domingo, 23 de dezembro de 2012

Balzac e eu






Um ano inteiro de leituras balzaquianas. Não aprecio essa chuva de raios e trovões. Minha cachorrinha Tiffany, trêmula em meu colo, não sabe o que fazer. Tampouco sei como dar-lhe consolo nessas tempestades barulhentas. Todavia percebo que as pessoas de um modo geral estão mais comemorativas, mais alegres, fazendo planos e comprando... E a vida assim vai prosseguindo em seu ritmo costumeiro, como há milhares de anos vem acontecendo. E tudo vai passando, outras pessoas virão e o mundo continuará como sempre existiu, havendo mudanças, porém existindo. Outros amores, outros corações se balançando, sofrimentos e contentamentos. Já passei por chuvas fracas e aguaceiros perigosos. E saí ilesa, alguns arranhões, roupas e sapatos molhados, mas consegui... Ainda estou na chuva, mas não me deixo encharcar nunca mais.
Ah, vou continuar lendo Balzac.

+ Palas Athena, 23.12.2012.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Manhãs com Yasmin





Linda, da brancura de uma flor de magnólia! Uma glória que se eleva!
Criança de sorriso fácil,  olhinhos buliçosos e instantâneo amor desperto dentro da gente.

                 Palas Athena, 01.12.2012

Um direito: o de não fazer nada






Engoliu com delícia a sua torradinha com margarina. Depois, saiu a passear...
Devia ser assim, as pessoas poderem gastar o seu tempo prazerosamente, simplesmente em
não fazer nada! Somente deixar-se levar, ficar à toa, à deriva dos acontecimentos, passar as
tardes flanando pelas calçadas, a ver vitrines com brinquedos de Natal , ou chupando
casquinhas de sorvete com as crianças.
Por que a avidez por vencer o tempo, por antecipar a vida? Não seria melhor poder trocar
algumas palavras com pessoas, à beira de um lago, num pátio sossegado, sentados num banco
rodeados de grama, musgos, alguns pássaros, naquele velho jardim durante um certo e bom
período? Até ao pôr do Sol, diríamos grandes nadas recolhidos na calma que esconde do
mundo as perturbações conflitantes. Estaríamos ladeados pela calmaria de não ter
preocupações estreitas relativas ao nosso dia a dia. Levantaríamos de manhã mais ou menos
cedo para nos refugiarmos no jardim e observarmos as flores, sentir prazeres desconhecidos
e simples. Abandonaríamos a pressa, ouviríamos conversas, aproveitaríamos o tempo
gastando-o em não fazer nada. Enquanto isso nos deixaríamos arrastar deliciosamente para
longe, na completa vertigem dos pensamentos ao sabor do vento.

Palas Athena, 01.12.2012.