segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Carnaval in seguro






Marquei com minha filha de irmos todos ao clube com as crianças fantasiadas neste Carnaval. O meu marido marcou com a seguradora de virem em três dias realizar a vistoria para o seguro em nosso carro. Aguardamos em vão. A seguradora não mandou ninguém. Estava agendado, temos o número do protocolo, mas... No sábado, o meu marido tentou um contato, mas Ah! Que piada! Certamente a Caixa Econômica Federal e Grupo Seguros Caixa estão pensando: “Nós estamos de feriadão, ninguém é de ferro!”.  Mais ou menos assim: “Se vira, velho, não deu, vão se ferrar! Fiquem aí tentando o 0800 inutilmente...”
Eu e o Paulo nos “ferramos”. Perdemos de ir ao clube com nossos netinhos, também não deu para sair a pé neste Carnaval, é meio conturbado, tenho medo de ladrões, afinal é tão fácil achar um drogado de crack ( já me deparei com um, me xingando e roubando), pois é, eu e o Paulo cancelamos os nossos humildes, mas honrados programas. Sem netinhos, sem piscina, sem praia, só me restou chorar de tristeza. Meus olhos estão inchados, mas mesmo assim ainda estou chorando... Não quis conversar com ninguém desde ontem, sinto que isso é uma injustiça.
 11.02.2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Perdão






Aquele que guarda na alma
O amor e sempre se doa,
É mais cristão, pois na calma
É feliz porque perdoa!


Trova de Palasathenaaj


11.01.2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

Recomeço






Todo ano é um recomeço
poder sonhar novamente!
Só colhe quem tem apreço
por cultivar a semente.

           trova de PalasAthenaAnamariajorio
                         janeiro de 2009

domingo, 23 de dezembro de 2012

Balzac e eu






Um ano inteiro de leituras balzaquianas. Não aprecio essa chuva de raios e trovões. Minha cachorrinha Tiffany, trêmula em meu colo, não sabe o que fazer. Tampouco sei como dar-lhe consolo nessas tempestades barulhentas. Todavia percebo que as pessoas de um modo geral estão mais comemorativas, mais alegres, fazendo planos e comprando... E a vida assim vai prosseguindo em seu ritmo costumeiro, como há milhares de anos vem acontecendo. E tudo vai passando, outras pessoas virão e o mundo continuará como sempre existiu, havendo mudanças, porém existindo. Outros amores, outros corações se balançando, sofrimentos e contentamentos. Já passei por chuvas fracas e aguaceiros perigosos. E saí ilesa, alguns arranhões, roupas e sapatos molhados, mas consegui... Ainda estou na chuva, mas não me deixo encharcar nunca mais.
Ah, vou continuar lendo Balzac.

+ Palas Athena, 23.12.2012.


sábado, 1 de dezembro de 2012

Manhãs com Yasmin





Linda, da brancura de uma flor de magnólia! Uma glória que se eleva!
Criança de sorriso fácil,  olhinhos buliçosos e instantâneo amor desperto dentro da gente.

                 Palas Athena, 01.12.2012

Um direito: o de não fazer nada






Engoliu com delícia a sua torradinha com margarina. Depois, saiu a passear...
Devia ser assim, as pessoas poderem gastar o seu tempo prazerosamente, simplesmente em
não fazer nada! Somente deixar-se levar, ficar à toa, à deriva dos acontecimentos, passar as
tardes flanando pelas calçadas, a ver vitrines com brinquedos de Natal , ou chupando
casquinhas de sorvete com as crianças.
Por que a avidez por vencer o tempo, por antecipar a vida? Não seria melhor poder trocar
algumas palavras com pessoas, à beira de um lago, num pátio sossegado, sentados num banco
rodeados de grama, musgos, alguns pássaros, naquele velho jardim durante um certo e bom
período? Até ao pôr do Sol, diríamos grandes nadas recolhidos na calma que esconde do
mundo as perturbações conflitantes. Estaríamos ladeados pela calmaria de não ter
preocupações estreitas relativas ao nosso dia a dia. Levantaríamos de manhã mais ou menos
cedo para nos refugiarmos no jardim e observarmos as flores, sentir prazeres desconhecidos
e simples. Abandonaríamos a pressa, ouviríamos conversas, aproveitaríamos o tempo
gastando-o em não fazer nada. Enquanto isso nos deixaríamos arrastar deliciosamente para
longe, na completa vertigem dos pensamentos ao sabor do vento.

Palas Athena, 01.12.2012.

domingo, 11 de novembro de 2012

Poder dispor do tempo




O desejo de ter todo o tempo necessário para fazer o que gosto me deixa aliviada. Posso sentir a vida e os perfumes, dispor das manhãs de verão tão mágicas sem necessidade de olhar constantemente o relógio. Vejo as horas à medida que aumentam lá fora os raios do sol. Um prazer vago, envolvente e quente como a brisa da primavera vai se apoderando de mim. Descubro encantos completamente novos no aspecto das coisas antes, a meu ver, tão banais. Por que agora posso dispor do meu tempo. Antigamente tudo estava delimitado ao meu redor, espremido, sufocado na pressa e no passar das horas. O meu espírito fatigado se consumia por ser necessário cronometrar o dia e a noite. Eu tinha tanta pressa, mas pra quê? A gente corria para recomeçar tudo no dia seguinte.


Palas Athena, 07.11.2012.





quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Figueira



Sou uma velha árvore que não discute mais a razão filosófica deste meu existir.
Parece-me justo descansar. Quando recobrar algumas forças, tornar-me-ei alegre novamente. A  felicidade remoça e eu quero sentir novamente a luz coada pelas minhas folhagens refletir
a doce esperança de glória na minha ramagem.

    Palas Athena, 02.08.2012