terça-feira, 8 de outubro de 2013

Linha reta



Não posso permitir que os propósitos que atravessam meu espírito sofram
alguma refração. Obrigo-me a elucidar mentalmente certas equações
provenientes da insegurança. Esforço-me para não esquecer nem um
segundo do meu objetivo de aceitação das coisas da vida. Por vezes
acabo tombando na incerteza. Mas luto para que as ideias permaneçam

lisas e em linha reta.

Palas Athenaanamariajório, 08.10.2013.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Tudo passa






          Os anos se passaram. Meu espírito já não é indefesso. A minha inquebrantabilidade é uma sombra perdida no remoto. Somos pacientes de tudo o que nos aguarda. Nem sabemos o que nos aguarda. A vida anda depressa demais que mal distinguimos o laço de ontem a hoje. As tristezas e as felicidades entram e saem de nossas vidas, pingam as horas inexoravelmente, nada é previsível. Somos pacientes do acaso. Os atropelos e as coisas boas (estas, dificilmente surgem) são percebidos e vão embora. Os primeiros demoram a passar; as últimas demoram tanto a aparecer. No meio dessa gangorra, a linha reta do tédio. Se bem que estas minhas opiniões são variáveis. Esta visão não é otimista. 


Palasathenaanamariajório, 07.10.2013.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Criança e primavera




Na primavera os amores,
Embalados de esperança,
Esquecem os dissabores
Como fazem as crianças.


Palas Athenaanamariajório, 02.10.2013.

(trova escrita em outubro.2009)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Criança







Eu sou metade criança
− A metade que cresceu.
A outra, sem esperança,
É a metade que morreu.

Palas Athenaanamariajório, outubro de 2009

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Primavera

  

     Ela chegou, confiante, a primavera. Não olhou para os lados, veio pisando firme, convocando os pássaros a cantar, as flores a se abrirem, as pessoas a se perdoarem enlaçando seus corações. Abri minha alegria para ela. Constato que não preciso ir longe para vê-la, senti-la, aspirá-la. Ela me anima a ser feliz. A primavera é poesia e música na vida das pessoas. É muito mais. Ela nos impele a dar beijos, sorrisos, abraços. E domina tudo por não sei que ar altaneiro. A primavera é a prova irrefragável de que a natureza recuperou suas exuberâncias, suas cores e perfumes. Abri vossos corações! Finalmente o céu, os campos, os bosques vão se abrasar de luz.

                                   PalasAthenaAnamariaj, 24.09.2013.   




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

"Um Ser Amor"





           Quando se faz alguma coisa é preciso ouvir música. Um palco romântico se descortina à nossa frente. Um véu de felicidade, um não sei quê de grandioso e puro caracterizando as coisas simples que nos rodeiam. Sentimos a presença do infinito, o mistério da morte, a leveza da vida, a nossa pequenez e a nossa grandiosidade, tudo a um só tempo. O conjunto das vibrações sonoras se fundem, se amalgamam, se mesclam com os sons de nossa alma. A noite se torna profunda no círculo harmonioso da melodia, o nosso coração flutua, palpita, redemoinha, os olhos lacrimejam, a boca grita, o espírito se renova a cada instante. Vibramos no magnífico concerto de nossas ilusões.


PalasAthenaanamariajório, 16 de agosto de 2013.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Vento que sopra








  Caminho pelas ruas da cidade com atenção famélica sobre o mundo. Um céu de algodão doce, vento do mês de agosto, hora do crepúsculo. Em breve virá  a noite, a amiga de todos os que necessitam de um agasalho de sombra para compensar os dissabores da realidade do dia. Por vezes lutamos e matamos ferozes leões em determinadas situações, são as asperezas da vida, as trincheiras cavadas por nós no meio da guerra em que nos encontramos. A noite é um pouco santa, o sono tem sua doçura infinita. Tenho um indefesso coração quando se trata de procurar a felicidade. Hoje senti o vento soprando a vida. E agora que a noite chegou, deixemos o sonho soprar em nós o vento da felicidade.



                                    07.08.2013 Palas Athena_Aj

terça-feira, 25 de junho de 2013

Paulo Tarcizio: Tabebuia

Paulo Tarcizio: Tabebuia: Quem me obrigou à pesada burca verde no verão chuvoso? Quem, no outono farfalhante, mandou que eu me vestisse de sépia? Quem,...

quinta-feira, 13 de junho de 2013

O acaso



Quando o acaso promoveu o encontro da minha confusa alma, retemperada pelo sol da manhã, com aqueles olhos de mariposa, confesso que teria perdido meu pitoresco passeio ensaiado por um bom tempo. Meus esforços para desempenhar papel de gente educada quase se perderam. Então, pensei nos piores momentos que o orgulho pode proporcionar ao nosso espírito e sorri com a ideia de não pensar em mais nada, deixar-me seduzir pelo calor da natureza envolvente daquele lindo dia!
A mariposa se queima na chama.


Palasathenaanamariajório
Texto escrito em 23.11.2011.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nas asas do Condor





Aqui um trechinho do poema O livro e a América de Castro Alves , só para matar a saudade do que é muito bom. E eu que não me canso de seguir à risca o que está dito nessas aconselháveis e verdadeiras palavras, aproveito para homenagear o grande poeta, nascido a 14.03.1847 na Bahia, também fã de  Victor Hugo que  já arrebatou minha alma com os “Trabalhadores do Mar”. Continuarei  com minhas leituras, meus êxtases de lirismo advindos desses caminhos de sabedoria.


Por isso na impaciência 
Desta sede de saber, 
Como as aves do deserto 
As almas buscam beber... 
Oh! Bendito o que semeia 
Livros... livros à mão cheia... 
E manda o povo pensar! 
O livro caindo n'alma 
É germe — que faz a palma, 
É chuva __que faz o mar.



                             PalasAthenaanamariajorio, 08.03.2013.